.Between Two Lungs.

Posts Tagged ‘L’Amour

Já perdi as contas de quantas vezes reescrevi este post. Não importa de quantas  maneiras diferentes eu o faça, sempre fica gigantesco. E me sinto idiota porque parece ter sido escrito por uma menina inocente de 15 anos de idade, passando por isso pela primeira vez. E não fica tão bom como ficou na minha mente quando ele foi formulado antes de ontem, enquanto eu estava tomando banho e ao mesmo tempo pensando no absurdo de já estarem vendendo panetones sendo que outubro ainda nem apareceu direito. Eu nunca escrevi sobre este tema antes em nenhum dos meus antigos blogs, e duvidava que o faria em um futuro próximo, mas não sei se com vocês é assim, minhas melhores ideias e inspirações surgem no banho, e  essa vontade de escrever sobre isso veio TÃO FORTE que acho que vale o risco de me expor assim tão abertamente… sem contar que eu precisava postar alguma coisa para evitar que mais um blog meu caia no esquecimento…

Até hoje o dia de hoje,  homem nenhum (tirando, quem sabe, o Daniel Radcliffe ;D) nunca mereceu que eu gastasse meu tempo escrevendo um post sobre ou por causa dele. Nem para soltar os cachorros em cima. Pra falar a verdade, homem nenhum nunca me deu motivos suficientes para criar nada para eles, nem posts, nem desenhos, nem contos, nem poemas, nem NADA!
Relacionamentos amorosos nunca foram prioridade na minha vida. Desde criança eu já achava bem difícil acontecer de eu me apaixonar de verdade por alguém, e as experiências que tive na adolescência apenas confirmaram isso.  Se não for para eu amar um cara e ser amada de volta como acontecem nos filmes de comédia romântica/romance, e livros da Jane Austen, eu prefiro ficar sozinha.  Porque eu gosto, mesmo. Amar e me deixar ser amada de qualquer jeito, pela metade, como quase todo mundo faz hoje em dia só porque estar em um relacionamento é melhor aceito socialmente? I don’t think so…
Isso pode parecer BEM BREGA e antiquado, mas é verdade,eu gosto MUITO da minha própria companhia para abrir mão dela por qualquer coisa e sou romântica, confesso =X. Esse ponto de vista já fez com que eu questionasse se sou louca, um mutante, ou se assisto filmes demais.  Mas aí fomos surpreendidos novamente!

Acontece que conheci um rapaz que é TUDO o que eu sempre quis em um cara, e nunca pensei que ele poderia existir além da minha imaginação. Não combinando a minha preferencia física e psicológica em uma só pessoa! E a música que ele mais gosta do Muse é a mesma que a minha maktub?! Nos aproximamos muito durante este ano, dá até para dizer que ficamos amigos. Ele disse que me considera(va?) uma amiga, e eu o considero um amigo. Afinal de contas, você só sai por aí contando que tá com diarreia para a pessoa quando o grau de intimidade entre vocês  permite isso. Porque, né?

Mas como a vida é uma piada, ele tem uma namorada legal pra caramba e que eu adoro, e só pra piorar, sou uma versão mal humorada, reclamona e desanimada dela (sério, a gente tinha que se parecer tanto? POR QUE, DEUS?). E eles formam um desses casais perfeitos, que a gente acha que só existem na ficção. Que causa aquela invejinha na gente,do tipo será que eu vou ter a sorte deles?’. A batalha nem havia começado e eu já havia perdido, porque eu que não ia bancar a Angelina Jolie para cima do casal feliz, e mesmo que eu fizesse isso, a vida não é um filme de comedia romântica no qual dá tudo certo no final. Mas como eu ia virar a página sem fazer nada a respeito?  Não é um sentimento que dá pra gente fingir que não existe, passar por cima e seguir em frente em frente sem lutar, como se não fosse nada demais. Então um dia eu peguei meu caderninho de anotações, escrevi cinco palavras  e mostrei para ele. Tive de usar as armas que eu tinha, mesmo sabendo que elas seriam ineficientes, certo? Se mudarem a data do fim do mundo de novo para sei lá, amanhã, pelo menos partirei dessa pra melhor com a consciência tranquila e sabendo que fiz aquilo que eu queria fazer. Agora ele sabe e eu estou em paz comigo mesma. Aliás, recomendo essa atitude mesmo que você não dê a sorte de o cara se comportar de maneira civilizada. Pelo menos você confirma a babaquice do cidadão e pode respirar aliviada por ter escapado de um grande problema… na melhor das hipóteses, você é correspondida! xD

No meu caso, a revelação o pegou totalmente de surpresa  (não sei como, porque  essa sou eu na presença dele). Eu pedi a ele que fingisse que nada havia acontecido, porque eu sabia que ele não sentia o mesmo por mim e eu estava tranquila a respeito disso, eu só precisava confirmar. Então parecia que tudo estava bem e normal como antes. Mas é claro que não tinha como as coisas permanecerem iguais, ambos ficamos sem graça um com o outro, eu MUITÍSSIMO MAIS do que ele.
Pior que isso, durante vários dias depois, sabe Deus por que ele estava gelado frio e com uma expressão tão séria e pesada ao se dirigir a mim que é uma surpresa que o rosto dele não tenha descolado da cabeça e caído no chão  – se isso aí teve alguma coisa relacionada comigo ou não, eu não sei. Minha paranoia diz que sim, meu lado racional diz que não, e que é para que eu pare de achar que tudo tem a ver comigo, que o homem tem uma vida, e essa vida também deve ter as suas piadas. Apesar de as coisas estarem aparentemente voltando ao normal, conversei com um amigo e ele me disse que, se a minha paranoia estiver certa, o cidadão do cabelo bipolar que as vezes fica meio esquisito mas que mesmo assim eu acho lindo sempre pode estar distante para evitar que eu me iluda e sofra. Para me proteger.

Então, caso aconteça de o individuo cair aqui de paraquedas e ler este post, eu queria muito que ele soubesse que eu não quero ser protegida. Lido absolutamente bem com o fato de não ser correspondida, porque eu já sabia disso, mas eu precisava ter certeza! Novelas mexicanas me ensinaram que coisas mal esclarecidas sempre dão merda (eu sofria com Maria do Bairro, viu?…), então eu tinha que esclarecer essa situação, para que daqui a cinco anos  eu não me pegue pensando ‘… e se eu tivesse falado, o que será que teria acontecido?…’. Depois de eu ter dito a ele como que sentia, me senti livre de um peso nas costas e voltei para casa com este  estado de espírito. Só não imitei essa cena porque estava um dia lindo  e eu não tinha um guarda-chuva na bolsa, mas umas duas pessoas passaram por mim na rua me olhando estranho, provavelmente se perguntando quem era aquela louca sorrindo que nem boba e andando engraçado, como se estivesse de patins?…
Eu sei que UM DIA isso vai passar naturalmente, vai diminuir de intensidade ou vai ou virar uma coisa fraternal, tipo amor de irmão. Eu não quero ser protegida, porque esse amor pode até acabar mais rápido, mas vai acabar de um jeito mil vezes mais doloroso e traumático. E eu não quero de jeito nenhum que isso se transforme em magoa e ódio, porque faço das minhas as palavras da Juno “eu só quero ser um móvel na sua vida estranha”. Prefiro estar por perto e vê-lo feliz com outra do que estar longe e ‘protegida’ e só.

Caso a minha paranoia esteja com defeito e tudo está bem, a letra dessa música diz TUDO o que eu diria a ele, se eu tivesse coragem de tocar neste assunto novamente. Eu tô aqui. Pra QUALQUER coisa. E você sabe disso. Porque eu te amo, como as personagens da Jane Austen amam, do jeito que eu pensei que nunca aconteceria comigo. Parece que uma menina de 15 anos imatura e cheia de inocência escreveu este post, e pode ser que tenha sido, já que no item relacionamentos eu sou atrasada e emocionalmente retardada. Mas que se dane. Quero dizer, é a primeira vez que eu conheço um cara cujos quilinhos a mais de que ele reclama (não emagreça, POR FAVOR! Não muito, pelo menos…), cujo cabelo com vida própria e cujo jeito engraçado de andar são todos adoráveis aos meus olhos.  Que dá vontade de colocar a pessoa no colo, abraçar e não soltar nunca mais. É a primeira vez que conheço um cara por quem a minha admiração ultrapassa a Lua*, e por quem eu sinto uma explosão de uma coisa aconchegante e ‘quentinha’ dentro de mim, que não dá pra nomear e nem descrever, sempre que penso nele. Por esta pessoa que fala mais com as mãos do que com a boca, eu acordaria em uma madrugada fria e chuvosa para segurar a sua cabeça enquanto vomitasse por ter bebido demais, e ainda por cima prepararia um chá para que ele ficasse melhor logo. Eu odeio bêbados, então ter de cuidar de um é uma prova de amor daquelas, vindo de mim… mesmo que eu estivesse p*ta de raiva e sentisse vontade de esfregar a sua cara no chão vomitado.

E  mesmo essa historia não tendo um final ‘felizes para sempre’ para quem vos escreve, não da maneira tradicional pelo menos,eu não poderia estar mais feliz. Porque tudo isso tem feito  com que eu me sinta mais humana, madura e serena… já tem semanas em que não dou patadas de graça em ninguém!  As coisas não acontecem como eu gostaria, mas pelo menos estão valendo para o meu crescimento pessoal. Descobri que não sou um mutante e nem um robô, que eu tenho a capacidade de sentir muito mais do que eu pensava! Eu gosto de me sentir assim, com vontade de fazer alguém feliz… mesmo que ele não queira. Mas estamos aí! xD
Mas como eu disse lá no começo, relacionamentos nunca foram minha prioridade, então estou bem =)

Agora já CHEGA dessa história! Apesar de tudo, eu ainda gosto de manter a minha reputação de prima do Coração Gelado, e esse post está acabando com ela… damn!

Tudo bem que eu ache um absurdo já estarem vendendo Panetones em outubro, mas suponho que os preços estejam amigáveis, certo? Vou esperar a minha irmã chegar de viagem pra gente comprar um Chocotone!

***12/10/2011. Eu e o dono do cabelo ‘Fluffy’ estamos ok. É claro que até as coisas voltarem a ser como antes vai levar um tempo, mas ACHO que a cara de cu não era por minha causa. E eu já consigo falar com ele sem olhar para o chão =)


Meu nome não é Monta

Marília, 22 anos nas costas, estuda Radio e TV em São Paulo e é from Minas Gerais. Ama filmes,livros, séries e Harry Potter . É mal humorada, reclamona e prefere cães e gatos do que gente. É uma mistura de Amelie Poulain, Elizabeth Bennett, Gregory House e Mia Thermopolis. .mais

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